Poemas

Não Mais Rio

01/07/2012 19:08

N A O   M A I S   R I O          
                                                          para R



Fosse fácil

fosse novidade
até descoberta
não esta ferida aberta
fóssil
por caridade jorraria
escorrendo
não caberia
se esconder assim
do olhar teu em mim

adeus
sobreviver a voce
desviver
no ocaso da tua falta
dor dura, fria
sem escala ou garantia

em
caminho escuro

e
acaso puro

em verdade
adeus à tua fala
adeus a teu carinho
adeus minha vontade, que cala

 

 

Meu leitmotiv está no agir do extinto grupo Poetasia - que, entre coisas outras, promoveu entre os 70 e 80 do século XX, chuvas de poesia  do alto dos edifícios Martinelli, Italia, etc... -  em forma que inovou e provocou, com conteúdo em geral voltado para o  social. Lato sensu, como o Poetasia, busco o muro, não a pompa - a me ver invasivo ou impróprio no espaço teu, diga.

C Í L I O S ( flagelos de Deus)

15/04/2012 20:09

 para Gabriela


Outono


frio e granizo

folhas caem

sobre o caderno

repleto de você

teu sorriso e riso

em mim recaem

dando o que preciso

 

metropolitana pessoa
 
os cisnes debandaram da lagoa

e as sombras da saudade

fecharam asas sob a garoa

montadoras trazem

gazes em modelos novos

que um pouco a cada dia nos desfazem


 

 


 

Sorte boa à você onde esteja


 

nas sombras da ausência


 

os cisnes debandaram da lagoa


 

vendo teus olhos em cor surpresa


 

tua beleza chamei castanho turquesa


 

a vida tem horários e respingos


 

mas dezoito é mesmo claro e cedo


 

me convida eu vou


 

o bicicletário ficará fechado nove domingos


Meu leitmotiv está no agir do extinto grupo Poetasia - que, entre coisas outras, promoveu entre os 70 e 80 do século XX, chuvas de poesia do alto dos edifícios Martinelli, Italia, etc... - em forma que inovou e provocou, com conteúdo em geral voltado para o social. Lato sensu, como o Poetasia, busco o muro, não a pompa - a me ver invasivo ou impróprio no espaço teu, diga.

L.Fernando

 

PASSO GABI

15/04/2012 20:08

Please ...
diz
diz do dia
dia em que se quiz ...


alguma confusão
pontos de exclamação
torcicolos e combustão
sequelas
do amor em profusão
causando montão
em teu coração

olha

tem aquela tua amiga
esperando no portão

lá do metrô
venho
em frasco retrô
com algum engenho
cabeça no espaço
e passo por teu traço
vou
amarrando o cadarço
no passo em falso
e brincadeira
de uma noite inteira

olha
algum leite há na geladeira ...



 

Meu leitmotiv está no agir do extinto grupo Poetasia - que, entre coisas outras, promoveu entre os 70 e 80 do século XX, chuvas de poesia do alto dos edifícios Martinelli, Italia, etc... - em forma que inovou e provocou, com conteúdo em geral voltado para o social. Lato sensu, como o Poetasia, busco o muro, não a pompa - a me ver invasivo ou impróprio no espaço teu, diga.

L.Fernando

Q

25/03/2012 16:15

Q

Foi por entre as mãos
da parede a cor não sei
aconteceu
no que amanheceu
a paisagem em fuga
compôs aparências amontadas
jogadas sobre o cinzeiro
onde o pé de arruda secou
e em falso piso
o andaime enforcou
cordas corroídas ...


balançando
o aviso diz: o lixeiro já passou

e o barulho da rua ele deixou

lembrei- os muros sempre alcançam



 

Meu leitmotiv está no agir do extinto grupo Poetasia - que, entre coisas outras, promoveu entre os 70 e 80 do século XX, chuvas de poesia do alto dos edifícios Martinelli, Italia, etc... - em forma que inovou e provocou, com conteúdo em geral voltado para o social. Lato sensu, como o Poetasia, busco o muro, não a pompa - a me ver invasivo ou impróprio no espaço teu, diga.

L.Fernando

A T L A N T I C A

25/03/2012 16:14
A T L A N T I C A

Vida

aqui me convida

aviva

essa terra onde solteira

nem a ilha, que é do governador e do nosso senhor

ao seu favor


 

faço-me dispor


 

emborcando teu mar


 

Princezinha cumplice


 

Copacabana chama


 

do Leblon ao Leme


 

ateia tua areia nosso calor


 

na veia do meu sangue


 

correndo seu


 

dizendo vida


 

viva


 

 


 

Indisposto


 

a te trazer desgosto


 

me desfaço d'outro gosto


 

e a você me levo


 

me entrego


 

cego por teu rosto


 

emborcando teu olhar


 

Princezinha cumplice


 

Copacabana chama


 

do Leblon ao Leme


 

ateia tua areia nosso calor


 

na veia do meu sangue


 

correndo seu


 

dizendo vida


 

viva

25/03/2012 16:12


pedindo colo

já pouco me esfolo

já platitude

na nova

nova atitude

bora lá abdomen abdominal faxina


 

toxina no além, na esquina


 

obrigado


 

a quem inspirou cuidado


 

respiro mais relaxado



Meu leitmotiv está no agir do extinto grupo Poetasia - que, entre coisas outras, promoveu entre os 70 e 80 do século XX, chuvas de poesia do alto dos edifícios Martinelli, Italia, etc... - em forma que inovou e provocou, com conteúdo em geral voltado para o social. Lato sensu, como o Poetasia, busco o muro, não a pompa - a me ver invasivo ou impróprio no espaço teu, diga.

L.Fernando

 

V O C E

25/03/2012 16:09

V O C E

letra: LFernando

musica: Rico Navarro





Malsã


percebe a manhã

um primeiro raio

um primeiro beijo

na pedra tua, em soslaio,

nua,

ainda fria

recebendo o dia

o que que eu faço sem você ?

Arpoador

das fendas por tuas pedras

se desvenda um inicio

da areia e pedra

asfalto e morro

um principio por quem corro

quem quero

quem espero

me desvelo

ainda mais se fôr

Castelo

chego ao teu corredor

em tarde onde o sol passeia

o que que eu faço sem você ?

das desilusões do comercio e vendas

avenidas e construções

se desvenda um inicio

um principio por quem corro

quem quero

quem espero

me desvelo

ainda mais se fôr



Agradecendo quem com a minha saude se preocupou, adotei , por recomendação médica, a prática de exercicio diário em academia



 

Meu leitmotiv está no agir do extinto grupo Poetasia - que, entre coisas outras, promoveu entre os 70 e 80 do século XX, chuvas de poesia do alto dos edifícios Martinelli, Italia, etc... - em forma que inovou e provocou, com conteúdo em geral voltado para o social. Lato sensu, como o Poetasia, busco o muro, não a pompa - a me ver invasivo ou impróprio no espaço teu, diga.

L.Fernando

POESIA É VIDA

25/03/2012 16:03

POESIA É VIDA


Casto
espaço
clama
no nano segundo
batiza
o
germe
da palavra
cerne
onde
, mano ,
matizo
a
verve
temporã
da
substância
q
chama
crava
VEM ...


"vencer não é competir com o outro.É derrotar seus inimigos interiores." - Shinyashiki, psiquiatra brasileiro cuja leitura tem me auxiliado e recomendo

 

P E R A M B U L A N D O

25/03/2012 16:02

P E R A M B U L A N D O
letra: LFernando musica: Rico Navarro

Na tua casa
na sala de estar
vim pensando ficar
ficar enquanto durar
a gente se juntar
perambulando
perambulando
até se encontrar


gosto do barulho que você faz
achando bala que o embrulho traz
rindo até faltar o ar
aposto a vida
eternidade nos encontrar
rindo até faltar o ar
na felicidade de durar o gás
no barulho que você faz
achando bala que o embrulho traz

mundo vai acabar não
não, não vai
vai ficar rodando universo
enquanto te faço meu melhor verso
enquanto mundo sobe e desce
tanto tanto a gente trabalha chão
tem dia vai faltar
tem dia vai sobrar
atrapalha não
enquanto a vida é mais do que parece
acontece a gente cresce

gosto do barulho que você faz
achando bala que o embrulho traz
rindo até faltar o ar
aposto a vida
eternidade nos encontrar
rindo até faltar o ar
na felicidade de durar o gás



 

Meu leitmotiv está no agir do extinto grupo Poetasia - que, entre coisas outras, promoveu entre os 70 e 80 do século XX, chuvas de poesia do alto dos edifícios Martinelli, Italia, etc... - em forma que inovou e provocou, com conteúdo em geral voltado para o social. Lato sensu, como o Poetasia, busco o muro, não a pompa - a me ver invasivo ou impróprio no espaço teu, diga.

L.Fernando


no barulho que você faz
achando bala que o embrulho traz

 

Convite

03/03/2012 00:34

convite

lançamento PERAMBULANDOANDO

 

Quando
sáb, 10 de março, 3pm – 5pm GMT-02:00
Onde
livraria da vila - vila madalena
Quem
Luiz Fernado

L. Fernando
Itens: 11 - 20 de 31
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