Poemas

Dezesseis de Março

03/03/2012 00:19
DEZESSEIS DE MARÇO


dezesseis
mais não sei
de onde andei
trago
neste ou noutro março
teu traço e teu abraço

dezesseis

avesso
sem traquejo
deixo
e me deixo
mais não sei

dezesseis
nada há
no marasmo e miasmo
que encontro
neste desencontro cá
mais não sei

dezesseis
em mim o março
você despontava
em verde ou azul
norte e sul
destino apontava
onde a vida procurava
e sentido desandava
mais não sei




Meu leitmotiv está no agir do extinto grupo Poetasia - que, entre coisas outras, promoveu entre os 70 e 80 do século XX, chuvas de poesia do alto dos edifícios Martinelli, Italia, etc... - em forma que inovou e provocou, com conteúdo em geral voltado para o social. Lato sensu, como o Poetasia, busco o muro, não a pompa - a me ver invasivo ou impróprio no espaço teu, diga.

L.Fernando https://facebook.com/lfernandoqueuque

Vem

03/03/2012 00:17
V E M
 
Quê de mim
tanto assim
se leva e trás
sei
 
Átomo de eternidade neste então
contempla hiato na consciência
onde paciência me é ciência e chão
não te esconde
são sete e trinta
vai na minha tinta o que sou
não minta
desato os cegos do castelo
na politica de corpo em meu recato
não acato
miragem de quem me faz torto
vem
 
Quê de mim
tanto assim
se leva e trás
sei
 
Instinto básico
sei distância
sei ressonância
repele-se o sal na pele
sei
não me rele
me compele peito elástico
sei nos vemos breve
vem
 
 
 
"Dos cegos do castelo me despeço e vou a pé até encontrar um caminho, um lugar pro que eu sou" - Nando Reis
 
 
Meu leitmotiv está no agir do extinto grupo Poetasia - que, entre coisas outras, promoveu entre os 70 e 80 do século XX, chuvas de poesia do alto dos edifícios Martinelli, Italia, etc... - em forma que inovou e provocou, com conteúdo em geral voltado para o social. Lato sensu, como o Poetasia, busco o muro, não a pompa - a me ver invasivo ou impróprio no espaço teu, diga.

L.Fernando

 
 
 
 

 

Poemeu

03/03/2012 00:13

folha que rabisco
não traz palavra
traz branco da cor de um nada, onde belisco
saudade pela ausência de você

assunto que me traz ao mundo
desfaz a palavra
em frases dizendo nada
se perdem em lábios mudos pela ausência de você

tempo lá fora
traz umidade
ao lábio larápio e sêco
ressecado pela ausência de você

prato no canto esquecido
traz do almoço o jantar
que só aceita o gosto mordido

no sabor perdido pela ausência de você





 

Meu leitmotiv está no agir do extinto grupo Poetasia - que, entre coisas outras, promoveu entre os 70 e 80 do século XX, chuvas de poesia do alto dos edifícios Martinelli, Italia, etc... - em forma que inovou e provocou, com conteúdo em geral voltado para o social. Lato sensu, como o Poetasia, busco o muro, não a pompa - a me ver invasivo ou impróprio no espaço teu, diga.

L.Fernando https://facebook.com/lfernandoqueuque

Você

03/03/2012 00:09

VOCÊ

 

Malsã, percebe a manhã,

um primeiro raio

um primeiro beijo

na pedra tua, em soslaio,

nua,

ainda fria

recebendo o dia

o que que eu faço sem você ?

Arpoador

das fendas por tuas pedras

se desvenda um inicio

da areia e pedra

asfalto e morro

um principio por quem corro

quem quero

quem espero

me desvelo

ainda mais se fôr

 

Castelo

chego ao teu corredor

em tarde onde o sol passeia

o que que eu faço sem você ?

das desilusões do comercio e vendas

avenidas e construções

se desvenda um inicio

um principio por quem corro

quem quero

quem espero

me desvelo

ainda mais , se fôr

 

 

21

31/01/2012 23:44

 

 

 

 

Do teu solo
pura natura
l?mpido
Bot?nico Jardim
depura
d? colo
ao ?nsipido
eu de mim

 

 

 

36

31/01/2012 23:41

36

Até você
das mulheres que vivi
vi perna cruzada
decote em seio a meio de tirar freio
vi batom em tom de morte
jogo de espelho
abusada aflição

no fogo da sedução


Vi esporte
enquanto cego na sorte de um amor
desperto
assim
na ânsia minha não nego
elegância
em preto da tua blusa
que nada acusa
no rosa em tua unha
nada me descompunha

Até você me pôr de joelho
cruzando teu olho ao meu
tua maturidade me aconteceu
na fala, na idade que não cabe no corpo teu
nunca nenhuma 
alguma
aos dezesseis nessa ou noutra cidade
me desarruma tanto
tanto que de joelhos
sou seu e sua a boca que cala

458

31/01/2012 23:39





4 5 8

Tanta gente junta
nesta montanha russa
onde a vida pulsa

e faz a gente tussa
ano novo no dragão chines
daqui ali outros chiches
 aqui onde  alguém é ninguém
nestes teus tantos e quantos tambéns
parabéns

 

 






menina de recado

31/01/2012 22:49

 

menina de recado

 

menina de recado
mal a conheci
sei nada perdi
só reconheci
teus deuses da chuva
em miséria chucra
nestes dias clonados

Agora vi
te caiu como luva
menina de recado
que papel
que roteiro remendado
só me coube rapel
levo a corda, fica teu papel
 menina de recado


 

Meu leitmotiv está no agir do extinto grupo Poetasia - que, entre coisas outras, promoveu entre os 70 e 80 do século XX, chuvas de poesia  do alto dos edifícios Martinelli, Italia, etc... -  em forma que inovou e provocou, com conteúdo em geral voltado para o  social. Lato sensu, como o Poetasia, busco o muro, não a pompa - a me ver invasivo ou impróprio no espaço teu, diga.

                   L. Fernando

Sinuca

17/01/2012 21:54

S I N U C A



Me perdoa
andava eu ali, à toa
levava em mim cicatriz
me enleva, leva ao biz
mas a vida voa
se de ti sou quem destoa
a vida é curta
pode ser boa
perdoa

Por vezes fica-se por um triz
deu-se corda
e se pedro ou joão se fazem por meretriz
acorda: tempo agora é o genero
e não fui só eu quem quiz

Perdoa
tecendo à você loa
vivendo da popa à proa
sou assim
te poupa
perdoa
a vida é curta
pode ser boa
perdoa



 

Meu leitmotiv está no agir do extinto grupo Poetasia - que, entre coisas outras, promoveu entre os 70 e 80 do século XX, chuvas de poesia do alto dos edifícios Martinelli, Italia, etc... - em forma que inovou e provocou, com conteúdo em geral voltado para o social. Lato sensu, como o Poetasia, busco o muro, não a pompa - a me ver invasivo ou impróprio no espaço teu, diga.

L. Fernando

AMEI

17/01/2012 21:48
AMEI

Amanhã
é dia outro ou depois
vai demorar
mas só lá ainda vou me achar
pois
a areia do tempo foi, será e é
cicatrizante bastante
para meu sonho de nós dois

Vai inflamar
mas só lá haverá calma
a juntar cacos n'alma
sobra distante do que foi
pedaço a pedaço
lapidada nos abraços de nós dois

Foi
não é
só o futuro do pretérito
claudicante exumará
esse transitivo direto distante
que um dia foi bastante
para nós dois





 

Meu leitmotiv está no agir do extinto grupo Poetasia - que, entre coisas outras, promoveu entre os 70 e 80 do século XX, chuvas de poesia do alto dos edifícios Martinelli, Italia, etc... - em forma que inovou e provocou, com conteúdo em geral voltado para o social. Lato sensu, como o Poetasia, busco o muro, não a pompa - a me ver invasivo ou impróprio no espaço teu, diga.

L. Fernando

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